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DINAMIZAR | Formação-Ação para PME

A ACIBA – Associação Comercial e Industrial da Bairrada e Aguieira teve aprovada uma candidatura no âmbito da Competitividade e Internacionalização: Formação-Ação PME | DINAMIZAR, enquanto entidade promotora já com um grupo de empresas inseridas do setor do comércio e dos serviços.

O Projeto Dinamizar, incide sobre os fatores imateriais de competitividade das empresas, tendo como ponto de partida o reconhecimento de que as principais debilidades de que o tecido das micro e pequenas empresas do comércio e serviços sofre, estão relacionadas com a qualificação dos seus ativos e com aspetos organizacionais das mesmas.

São destinatárias do Projeto Dinamizar as empresas do sector do comércio e serviços, com número de trabalhadores igual ou inferior a 100 trabalhadores.

O Projeto prevê intervenções nas empresas ao nível da consultoria e da formação especializada para trabalhadores e empresários, mediante um diagnóstico e elaboração de planos de ação adaptados às necessidades das mesmas, na área temática de Desempenho Organizacional e Recursos Humanos, melhorando os níveis de qualificação e de desempenho organizacional das PME do comércio e serviços. Focando-se no seu funcionamento, gestão, comunicação e marketing, incidindo sobre o desempenho individual dos RH, aspetos organizacionais e de eficiência coletiva.

Projeto Formação-Ação QI-PME 2020

A ACIBA – Associação Comercial e Industrial da Bairrada e Aguieira teve aprovada a candidatura para Formação-Ação PME, no âmbito do COMPETE 2020: QI PME 2020.

Gerido pelo Organismo Intermédio CEC/CCIC, o Programa de Formação-Ação QI PME 2020 é co-financiado pelo FSE e enquadra-se na Prioridade de Investimento (PI) 8.5 do Eixo III do domínio da Competitividade e Internacionalização do Portugal 2020. Mais especificamente, é desenvolvido na modalidade Projetos Conjuntos do Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização das PME, do COMPETE 2020.

Tem como objetivo específico intensificar a formação dos empresários e gestores para a reorganização e melhoria das capacidades de gestão, assim como dos trabalhadores das empresas, apoiada em temáticas associadas à inovação e mudança, através de:

Aumento da qualificação específica dos trabalhadores em domínios relevantes para a estratégia de inovação, internacionalização e modernização das empresas,

Aumento das capacidades de gestão das empresas para encetar processos de mudança e inovação,

Promoção de ações de dinamização e sensibilização para a mudança e intercâmbio de boas práticas.

São suscetíveis de apoio os projetos de formação organizados com recurso à metodologia de formação-ação, na modalidade de projetos conjuntos, tal como previsto na alínea j) do no 2 do artigo 42º do RECI.

Modelo de Intervenção

A formação-ação é uma intervenção com aprendizagem em contexto organizacional e que mobiliza e internaliza competências com vista à persecução de resultados suportados por uma determinada estratégia de mudança empresarial. Os tempos de formação e de ação surgem sobrepostos e a aprendizagem vai sendo construída através do desenvolvimento das interações orientadas para os saberes fazer técnicos e relacionais.

As ações de formação-ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada.

Programa

Considerando as principais tendências do sector industrial em Portugal e as características estruturais do tecido empresarial português, foram identificadas um conjunto de áreas temáticas a enquadrar nesta intervenção formativa com vista à mudança organizacional nas empresas. O objetivo é atuar ao nível da capacitação das empresas, dos seus colaboradores e empresários pela via da formação e consultoria, nas seguintes dimensões: condições, recursos, processos e resultados.


Organização e Gestão

Objetivos gerais:
Reforçar a competitividade e a capacidade de resposta das PME no mercado global, através da sua qualificação.

Linhas orientadoras:
Introdução de novos métodos ou novas filosofias de organização do trabalho, reforço das capacidades de gestão, estudos e projetos, redesenho e melhoria de layout, ações de benchmarking, diagnóstico e planeamento, melhoria das capacidades de desenvolvimento e distribuição de produtos, processos e serviços.

Público-alvo:
Micro, pequenas e médias empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis e/ou internacionalizáveis ou que contribuam para a cadeia de valor dos mesmos. É dirigido especialmente àquelas empresas que, cumprindo os requisitos definidos, pretendam implementar ou apostar na inovação organizacional por via da aplicação de um novo método organizacional na prática do negócio ou na organização do local de trabalho.

 

Economia Digital

Objetivos gerais:
Inovação na área do marketing para reforço do posicionamento e notoriedade à escala global.

Linhas orientadoras:
Desenvolvimento de redes modernas de distribuição e colocação de bens e serviços no mercado; criação e/ ou adequação dos modelos de negócios com vista à inserção da PME na economia digital; presença na web; introdução de sistemas de informação aplicados a novos métodos de distribuição e logística.

Público-alvo:
Micro, pequenas e médias empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis e/ou internacionalizáveis ou que contribuam para a cadeia de valor dos mesmos. É dirigido especialmente àquelas empresas que, cumprindo os requisitos definidos, pretendam a utilização de ferramentas sofisticadas de marketing para ampliarem a sua presença nos mercados.

Os projetos poderão ser desenvolvidos entre 2016 e 2018, com uma duração máxima de 24 meses, e de acordo com o seguinte padrão:

 

A componente de consultoria, independentemente da dimensão da empresa, funcionará sempre nas instalações do estabelecimento da empresa a intervencionar. Para as microempresas a componente de formação teórica funcionará exclusivamente em regime interempresas, com uma média de 2 formandos por empresa.Para as pequenas empresas a componente de formação teórica deverá ser, preferencialmente, ministrada em ambiente interempresa com a participação de até 3 trabalhadores e uma carga horária de 100 horas. Admite-se, justificadamente, que a componente de formação teórica seja ministrada em ambiente intraempresa com a participação de uma média de 6 trabalhadores e uma carga horária de 100 horas.A componente de consultoria, com um máximo de 3 trabalhadores (no caso da formação intra têm de ser selecionados 3 a partir do grupo intervencionado), tem uma carga horária de 100 horas.Para as médias empresas a componente de formação teórica deverá ser, preferencialmente, ministrada em ambiente interempresa com a participação de até 3 trabalhadores e uma carga horária de 150h Admite-se, justificadamente, que a componente de formação teórica seja ministrada em ambiente intraempresa com a participação de uma média de 8 trabalhadores e uma carga horária de 150 horas.A componente de consultoria, com um máximo de 3 trabalhadores (selecionados a partir do grupo intervencionado), tem uma carga horária de 125 horas.Todos os formandos da componente de consultoria têm obrigatoriamente que ter frequentado as componentes teóricas.

Na temática dirigida exclusivamente a empresários, a formação de cariz teórico será desenvolvida exclusivamente em ambiente interempresa e, desejavelmente, em grupos de 12 formandos cada. Por empresa, apenas poderá participar 1 empresário.

Atendendo aos percursos formativos (horas) diferenciados por dimensão de empresa, as entidades promotoras deverão, preferencialmente para cada temática (com exceção da temática Gestão Estratégica), alocar apenas empresas da mesma dimensão.

Caso tal não seja possível, atendendo ao número mínimo de 10 empresas exigido, então deverá ser estimado um número médio de horas em função do peso das empresas intervenientes.

O Modelo de Intervenção baseia-se no ciclo PDCA (PLAN – DO – CHECK – ACT), respeitando a ordenação lógica destas etapas e garantindo a constante monitorização do processo:

Diagnóstico e Definição do Plano de Ação:

Recorrendo à atividade de consultoria é efetuada uma avaliação das práticas correntes associadas à área de intervenção do Projeto e são identificadas as atividades-chave necessárias à concretização do mesmo. Em paralelo, é efetuado um diagnóstico formativo onde são identificadas as necessidades de formação da empresa, atendendo à caracterização dos seus Recursos Humanos, em termos de qualificações / níveis habilitacionais /competências detidas.

Com base nas informações recolhidas é elaborado um Plano de Ação, contemplando as vertentes de Consultoria e Formação (alinhados com a área de intervenção escolhida). São definidas com os responsáveis da empresa as medidas a implementar no horizonte temporal do projeto.

Implementação e Acompanhamento do Plano de Ação:

Constituição de equipas de trabalho que, em conjunto com os consultores, implementarão as medidas definidas nos Planos de Ação definidos no diagnóstico. São definidos os grupos de formação e ministradas as ações formativas definidas no plano.

Avaliação de Resultados/ Melhorias Implementadas:

Definição de momentos de regulação da execução (avaliação de resultados intercalares), para acompanhar e controlar o grau de implementação do projeto no que respeita às atividades formativas e de consultoria. No final do projeto, é feito um balanço do progresso/análise evolutiva da empresa e dos resultados efetivamente alcançados. Os resultados obtidos serão disseminados, permitindo assim uma experiência de partilha entre empresas e impulsionando e motivando a implementação de boas práticas.

 

Na temática dirigida exclusivamente a empresários, o modelo de intervenção dos projetos a é composto pelas seguintes etapas:

Diagnóstico de práticas de gestão: levantamento de situações – problema em qualquer domínio da gestão através da consultoria individualizada;

Definição dos objetivos de formação: discussão de problemas reais através da formação em sala;

Consultoria individualizada: implementação de ações de melhoria no contexto de trabalho através de aconselhamento específico.

Avaliação de resultados: melhoria de competências (empresário) e sua materialização nos resultados organizacionais (empresa).

 

Procedimentos