CAP – FORMAÇÃO-AÇÃO PARA PME

CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal

Logo - CAP

A ACIBA – Associação Comercial e Industrial da Bairrada e Aguieira viu aprovada a sua candidatura ao Programa de Formação-Acção “CAP – Formação-Ação para PME”, da responsabilidade do Organismo Intermédio CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal.

Designação do projeto I  CAP – FORMAÇÃO-AÇÃO PARA PME

Código do projeto I  POCI-03-3560-FSE-000463

Objetivo principal I  Aumentar a qualificação dos trabalhadores e dotar os empresários de novas ferramentas nas áreas de gestão, marketing e higiene e segurança, que permitam um crescimento sustentado das suas empresas.

Região de intervenção I  Centro

Entidade promotora I  ACIBA – Associação Comercial  e Industrial da Bairrada e Aguieira

Entidades beneficiárias I  Micro, Pequenas e Médias empresas

Organismo intermédio I  CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal

 

Data de aprovação I  22-05-2018

Data de início I  10-12-2018

Data de conclusão I O projeto será desenvolvido entre 2018 e 2020, com uma duração máxima de 24 meses

Custo total elegível I  127.566,00 EUR

Apoio financeiro da União Europeia I  FSE – 114.809,40 EUR

Intensificar a formação dos empresários e gestores para a reorganização e melhoria das capacidades de gestão, assim como dos trabalhadores das empresas, apoiada em temáticas associadas à inovação e mudança, através de:

– Aumento da qualificação específica dos trabalhadores em domínios relevantes para a estratégia de inovação, internacionalização e modernização das empresas;

– Aumento das capacidades de gestão das empresas para encetar processos de mudança e inovação;

– Promoção de ações de dinamização e sensibilização para a mudança e intercâmbio de boas práticas

A formação-ação é uma modalidade formativa desenvolvida em contexto organizacional e que mobiliza e internaliza competências necessárias à prossecução de resultados que visam sustentar estratégias de mudança empresarial.

 

Os tempos de formação e de ação surgem sobrepostos e a aprendizagem vai sendo construída através do desenvolvimento das interações orientadas para os saberes-fazer técnicos e relacionais.

 

Trata-se assim de uma metodologia que implica a mobilização em alternância das vertentes de formação (em sala) e de consultoria (on the job) e, como tal, permite atuar a dois níveis:

 

– Ao nível dos formandos: procura desenvolver competências nas diferentes áreas de gestão, dando resposta às necessidades de formação existentes;

 

– Ao nível da empresa: procura aumentar a produtividade, a capacidade competitiva e a introdução de processos de mudança/inovação nas empresas.

 – Componente de Formação:

Formação teórica: formação em sala nas temáticas aprovadas, em ambiente interempresa e com componente prática simulada, quando aplicável.

 

 – Componente de Consultoria:

Consultoria individualizada em cada PME: formação on the job nas temáticas aprovadas e realizada no espaço da empresa.

 

– Avaliação:

O processo de avaliação é transversal a todo o percurso formativo e prevê a elaboração dos seguintes relatórios:

  1. a) Relatório inicial e respetivo plano de ação (a partir do diagnóstico inicial);
  2. b) Relatório de acompanhamento de cada ação de formação;
  3. c) Relatório de acompanhamento da ação de consultoria;
  4. d) Relatórios das reuniões trimestrais entre coordenador do projeto, formadores e consultores;
  5. e) Relatório final de projeto, com os resultados atingidos no fim das intervenções.

– Gestão Agrícola

 

Objetivos gerais:

Dotar as empresas das práticas mais avançadas de gestão para controlo das atividades agrícolas desenvolvidas e também de ferramentas informáticas de apoio a esse objetivo.

 

Linhas orientadoras:

O enfoque do apoio centra-se na organização geral da informação técnico-económica da empresa e na determinação de custos de produção.

 

Esta vertente visa, através de uma série de ações concertadas, apoiar os empresários no domínio da gestão, assegurando o apuramento e discriminação dos Gastos e Rendimentos das diversas atividades desenvolvidas nas suas explorações, o que irá permitir, por um lado, um melhor planeamento da atividade agrícola e, por outro, uma progressiva racionalização da utilização de recursos com os consequentes benefícios ao nível dos rendimentos do empresário.

 

Organização da formação-ação:

Em cada PME será efetuado um percurso formativo de 94 horas:

 

– 40 horas lecionadas em sala (formação de cariz teórico em ambiente interempresa), contemplando conteúdos programáticos transversais a esta área temática, aplicáveis a cada uma das PME do projeto;

 

– 50 horas de consultoria com conteúdos temáticos adaptados às necessidades específicas de cada PME e 4 horas de consultoria para a elaboração de um relatório final, totalizando a componente consultoria 54 horas.

 

Público-alvo:

Empresários agrícolas, detentores de explorações agrícolas e seus trabalhadores.

 

 – Marca-Marketing

 

Objetivos gerais:

Profissionalizar a vertente de marketing do setor produtivo rural como forma de fortalecer a capacidade negocial face à distribuição, conquistar e fidelizar consumidores, e desenvolver as exportações.

 

Linhas orientadoras:

A área da “Marca-Marketing” visa o fortalecimento da capacidade comercial dos produtores através da valorização dos seus produtos com base na utilização de instrumentos de marketing que possibilitem a aproximação ao consumidor final, nomeadamente a criação ou aprimoramento de marcas e a sua aplicação aos diversos canais de comunicação.

 

Também visando a expansão das exportações, o desenvolvimento da marca é fundamental para a criação e perceção de valor, de modo a que as empresas exportadoras se posicionem para a conquista de mercados internacionais com maior retenção de valor.

 

Na atual conjuntura, a contribuição do setor agrícola para o crescimento económico será tanto mais decisiva quanto mais se acelerar a utilização de instrumentos e técnicas empresariais, nomeadamente de marketing, por parte das empresas do sector.

 

Os conceitos e as ferramentas de marketing e comunicação e a capacidade de os utilizar eficientemente são fulcrais para conseguir ganhar e/ou manter uma vantagem competitiva sustentável.

 

Pretende-se que os projetos nesta área tenham condições não só para gerar instrumentos valiosos relacionados com a gestão de marketing das PME, como também para influenciar de forma decisiva o mind-set dos empresários para que estes possam criar as suas próprias oportunidades. Os gestores das empresas agrícolas deverão tomar contacto com um conjunto de técnicas e métodos destinados ao desenvolvimento das vendas, através da gestão de 4 variáveis: produto, preço, distribuição e comunicação.

 

Organização da formação-ação:

Em cada PME será efetuado um percurso formativo de 74 horas:

– 30 horas lecionadas em sala (formação de cariz teórico em ambiente interempresa), contemplando conteúdos programáticos transversais a esta área temática, assim aplicáveis ao universo de cada uma das PME do projeto;

– 40 horas de consultoria com conteúdos temáticos adaptados às necessidades específicas de cada PME e 4 horas de consultoria para a elaboração de um relatório final, totalizando a componente de consultoria 44 horas.

 

Público-alvo:

Empresários agrícolas, detentores de explorações agrícolas, cujos produtos da mesma tenham potencial para serem comercializados como uma marca própria.

 

 – Segurança e Higiene no trabalho agrícola

 

Objetivos gerais:

Capacitar empresários e trabalhadores agrícolas para um exercício do trabalho agrícola seguro, promovendo o desenvolvimento de competências de identificação e evitamento dos principais riscos iminentes, e facilitando o conhecimento da legislação relativa às condições de segurança e da utilização dos equipamentos de proteção individual nas diferentes operações e atividades.

 

Linhas orientadoras:

O setor agrícola é um dos setores que apresenta um maior índice de sinistralidade. Os acidentes de trabalho e as doenças profissionais podem implicar consequências pessoais, financeiras e sociais. Contudo, na maior parte das vezes, estas situações podem ser evitadas.

 

Um processo formativo nesta área poderá contribuir para inverter esta tendência de sinistralidade no setor, diminuindo os acidentes efetivos e as perdas e custos associados.

 

Organização da formação-ação:

Em cada PME será efetuado um percurso formativo de 75 horas, selecionando os conteúdos temáticos segundo as necessidades específicas de cada PME, sendo que destas:

– 45 horas são lecionadas em sala (formação de cariz teórico em ambiente interempresa);

– 30 horas correspondem a consultoria individualizada em cada empresa.

 

Público-alvo:

Empresários agrícolas, detentores de explorações agrícolas e seus trabalhadores.

– Apoiar 14 PME em programas de formação, em que pelo menos 93% implementem planos de mudança organizacional associados à formação;

 

– Apoiar 39 trabalhadores em ações de formação em contexto empresarial, em que pelo menos 86% se considerem mais aptos para a inovação e gestão após a frequência da formação.

Co-financiado