BARÓMETRO PME

BARÓMETRO PME

PRINCIPAIS RESULTADOS

No primeiro trimestre de 2017 os sinais das empresas do Barómetro foram claramente positivos, quer no que se refere à evolução da actividade observada face ao que acontecia há um ano atrás, quer por comparação com o último trimestre do ano anterior. O volume de negócios cresceu em 63% das PME, melhorando 18 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no 1º trimestre de 2016, e melhorando mais cerca de 7 p.p. face ao 4º trimestre de 2016. No mesmo sentido, a percentagem de empresas que teve uma redução no seu volume de negócios passou de 27% para 25% do 4º trimestre do passado ano para o primeiro do corrente ano, e manteve-se claramente abaixo dos 36% registados no 1º trimestre de 2016.

Sobre as perspectivas futuras formuladas pelas PME do painel, os resultados evidenciaram igualmente sinais positivos.
As expectativas que os empresários tinham no 1º trimestre, acerca da evolução futura do volume de negócios, foram mais favoráveis: não só aumentou para 60% a proporção dos que previram um acréscimo no volume de negócios para o 2º trimestre de 2017, como se reduziu para 12,5% os que previram um decréscimo.

Em conformidade com essas perspectivas favoráveis, também ao nível da gestão e por comparação com o observado no 4º trimestre de 2016, voltou a ser reforçado o conjunto de empresas que previram aumentar a sua capacidade e reduziu-se para apenas 2,1% das PME o conjunto das que previram restringir a sua capacidade. E aumentou não só a proporção de PME que previram reforçar o seu nível de investimento em cerca de 4 p.p. (para 60% das PME respondentes), como também a proporção das que previram aumentar o número de colaboradores (para cerca de 52% das PME).
1.1 – EVOLUÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS*

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*No final disponibiliza-se quadro com a série de dados desde o 1º trimestre de 2011 – a 1ª edição do Barómetro PME Comércio e Serviços

No início de 2017, com referência ao primeiro trimestre do ano, manteve-se a tendência favorável iniciada no ano anterior na evolução da actividade das empresas do Barómetro PME Comércio e Serviços, em que foi reforçado para 63% do total de PME o conjunto de empresas a registarem aumento no volume de negócios (a proporção aumentou 18 pontos percentuais, face ao trimestre homólogo) a par de uma menor importância do conjunto de empresas a registarem redução no volume de negócios (a percentagem destas reduziu-se quase 11 p.p., face ao registado no 1º trimestre de 2016). O mesmo se verificou, por comparação com o 4º trimestre de 2016, uma vez que aumentou 7 pontos percentuais (p.p.) a proporção de empresas cujo volume de negócios cresceu e, em simultâneo, diminuiu 2 p.p. a proporção de empresas cujo volume de negócios se reduziu.

Quanto aos factores mais determinantes da evolução do volume de negócios das PME do painel, se por um lado a variação da procura associada à actual conjuntura ainda continua a ser o mais importante, tendo sido considerado muito ou totalmente influente por 68% das PME (compara com 73% no 4º trimestre de 2016 e com 74% no 1º trimestre de 2016), por outro, mais factores vão ganhando importância. Com efeito a posição competitiva da empresa face à concorrência influenciou muito ou totalmente a evolução registada no volume de negócios de 62% das PME (ligeiramente abaixo do verificado no 4º trimestre de 2016, e acima dos 60% registados no trimestre homólogo), tendo-se mantido na segunda posição da lista dos factores relevantes para a variação ocorrida no volume de negócios.

A relevância relativa da atitude da empresa face aos clientes (campanhas promocionais, assistência pós-venda, marketing) regrediu um pouco, tendo sido um factor mencionado por 49% das PME (face aos 64% no 4º trimestre de 2016 e aos 46% no 1º trimestre de 2016).

Finalmente, a repercussão da variação dos custos na variação dos preços praticados pelas empresas, manteve-se o factor menos determinante da variação do volume de negócios das empresas, já que mais de 74% das PME mencionaram que esse factor pouco ou nada influenciou a variação do seu volume de negócios (comparando com 70% no 4º trimestre de 2016 e com 72% no 1º trimestre de 2016).

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1.2 – EXPECTATIVAS DE EVOLUÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS

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As expectativas que os empresários formularam para o segundo trimestre de 2017 voltaram a evoluir favoravelmente, na medida em que aumentou para 60% das PME o conjunto das que previam um aumento no respectivo volume de negócios (compara com 39% das PME que tinham expectativas de crescimento para o 1º trimestre de 2017 e que tinham também esperado crescimento para o 2º trimestre de 2016). No mesmo sentido favorável, a proporção de PME que previa um decréscimo no seu volume de negócios no 2º trimestre de 2017 reduziu-se para 13%, enquanto que no trimestre anterior as perspectivas de redução para o primeiro trimestre tinham sido formuladas por 15% das PME do painel (e compara com 22% no trimestre homólogo). A proporção de PME que perspectivaram para o 2º trimestre de 2017 a manutenção do volume de negócios também se reduziu para 27% (compara com 46% para o 1º trimestre de 2017 e com 39% para o 2º trimestre de 2016).
1.3 – PREVISÃO DE MEDIDAS DE GESTÃO A IMPLEMENTAR PELAS PME

As medidas de gestão que as PME no 1º trimestre de 2017 previam implementar no futuro próximo, vão ao encontro dos resultados favoráveis sobre a evolução do volume de negócios, já que por comparação tanto com os resultados no 1º trimestre de 2016, como com os do 4º trimestre de 2016, aumentou para 53% a proporção de PME que prevê aumentar a capacidade da empresa (compara com 44% no 4º trimestre de 2016 e com 32% no 1º trimestre de 2016), a par de uma redução para 2% da proporção de empresas que prevê uma diminuição na capacidade instalada (14% no 4º trimestre de 2016 e 22% no 1º trimestre de 2016). Relativamente às intenções de investimento das PME, também aumentou ligeiramente, para quase 60%, a proporção de PME que prevê reforçar o nível de investimento (compara com 56% no 4º trimestre de 2016 e com 53% no 1º trimestre de 2016), nenhuma empresa do painel manifestou intenção de desinvestir e aumentou para 40% a proporção de PME que prevê manter o nível de investimento (compara com 35% no 4º trimestre de 2016 e com 36% no 1º trimestre de 2016).

Em consonância com as tendências anteriores, aumentou para 52% o conjunto das PME que prevêem um aumento no número de colaboradores (compara com 39% no 4º trimestre de 2016 e com 29% no 1º trimestre de 2016), e diminuiu para 8% o conjunto das que prevêem uma redução no número de colaboradores (compara com 21% no 4º trimestre de 2016 e com 29% no 1º trimestre de 2016).

Das PME que prevêem intervir ao nível da qualificação dos recursos humanos (79% do total de PME do painel), 84% prevêem fazê-lo através de formação interna, 61% prevêem recorrer a formação externa e 29% prevêem intervir nas qualificações através de novas contratações.

Por fim, aumentou ligeiramente, para 76%, a proporção de PME que prevêem reforçar a visibilidade da empresa através de campanhas promocionais, manteve-se pouco acima dos 35% das PME do painel, as que pretendem actuar em novos mercados fora de Portugal e diminuiu ligeiramente para 59% das PME as que pretendem investir em novos conceitos/novos produtos.

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*Evolução do Volume de Negócios – 1ºT2011- 1ºT2017

 

Fonte: CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal

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